Sou ruptura, fragmentos plurais
sou falta de consenso, rostos multifaciais.
Vivo a angústia de não saber o amanhã
a verdade que trago não é regra nem será espada
ela se esgota nesse momento, nesse lugar, nesse olhar.
Não tenho fundamentos que me dêem a certeza de permanecer
mas tenho asas e posso voar
e entre tempestades e raios me metamorfosear,
nem que seja só para conservar aquela beleza única e necessária.
Abaixo os tiranos, mesmo aqueles que vivem em nós!
Quero o desconforto de quem sempre procura
o estranhamento necessário de quem
(tão logo acostuma-se a uma idéia)
sente a inadiável vontade de retornar ao caminho
das imprevisíveis possibilidades.