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2.9.09

estranho mundo novo

Sou ruptura, fragmentos plurais
sou falta de consenso, rostos multifaciais.
Vivo a angústia de não saber o amanhã

a verdade que trago não é regra nem será espada
ela se esgota nesse momento, nesse lugar, nesse olhar.

Não tenho fundamentos que me dêem a certeza de permanecer
mas tenho asas e posso voar
e entre tempestades e raios me metamorfosear,
nem que seja só para conservar aquela beleza única e necessária.

Abaixo os tiranos, mesmo aqueles que vivem em nós!
Quero o desconforto de quem sempre procura

o estranhamento necessário de quem
(tão logo acostuma-se a uma idéia)
sente a inadiável vontade de retornar ao caminho
das imprevisíveis possibilidades.